quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Ceticismo sobre aquecimento global ainda é forte nos EUA

No cenário político americano, o ceticismo e a negação das mudanças climáticas estão mais fortes do que nunca, e os debates globais que começaram nesta segunda-feira em Durban, na África do Sul, não vão mudar essa tendência, afirmam especialistas.

Os Estados Unidos são a segunda nação mais poluente depois da China, e não ratificou o Protocolo de Kyoto, mas pequenos sinais de progresso emergem nos níveis estaduais e individuais.

No mês passado, o estado mais populoso dos Estados Unidos, a Califórnia, aprovou regras para o mercado de carbono em 2013, com o objetivo de cortar emissões para os níveis de 1990 até 2020.

Tentativas anteriores de criar um teto e um sistema de negociação para combater a poluição no nível federal falharam devido a preocupações de que causariam um aumento nos custos da energia --uma perspectiva particularmente grave em uma economia já debilitada.

Também em outubro, um proeminente cético, cuja pesquisa foi financiada em parte pelos bilionários conservadores Koch, anunciou ter concluído que as principais projeções sobre mudanças climáticas estão corretas e imparciais.

"Nós confirmamos que, nos últimos 50 anos, a temperatura subiu 0,9 grau Celsius. Este é o mesmo número que o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, da ONU) aponta", disse aos parlamentares o físico Richard Muller, diretor do Projeto de Berkeley sobre a Temperatura da Superfície da Terra.

Muller afirma esperar que outros céticos concordem com seu trabalho, mas sua postura --aceita pela maioria dos cientistas-- permanece sendo alvo de dúvida, principalmente entre republicanos que procuram substituir o presidente Barack Obama em 2012.

O republicano Jon Huntsman, que aparece mal posicionado nas pesquisas, aumentou a polêmica ao publicar no microblog Twitter no começo do ano: "Para ser claro, acredito na evolução e confio na capacidade de os cientistas lidarem com o aquecimento global. Podem me chamar de louco."

De fato, muitos o chamaram de louco. Com o objetivo de angariar apoio conservador, os outros pré-candidatos republicanos levantaram dúvidas sobre as pesquisas sobre as mudanças climáticas nos debates recentes.

O país todo está dividido na questão. De acordo com a última pesquisa Gallup, 53% dos americanos veem o aquecimento global como uma ameaça séria, 10 pontos percentuais abaixo de anos anteriores.

"Nós temos um problema grande, domesticamente, em termos de realidade climática", disse Alden Meyer, diretor de estratégia e política da União de Cientistas.

Quando parlamentares não chegam a um consenso de que a mudança climática é um problema para o qual soluções precisam ser criadas, a paralisia é perigosa, de acordo com o deputado democrata Henry Waxman.

"A Câmara dos Representantes, controlada pelos republicanos, votou 21 vezes para bloquear ações referentes às mudanças climáticas", disse em uma audiência neste mês. "A história olhará para essa negação à ciência com profunda tristeza", emendou.

Especialistas têm poucas esperanças de que as conversas de Durban possam desacelerar a dependência americana em combustíveis fósseis.

De acordo com David Waskow, diretor de mudança climática da ONG Oxfam, os Estados Unidos poderiam fazer uma contribuição significativa resolvendo suas objeções à criação do Fundo Verde.

O fundo, sugerido em 2009 na Cúpula de Copenhague, distribuiria, até 2020, ao menos US$ 100 bilhões por ano para ajudar os países mais pobres a lutar contra as mudanças climáticas.

Waskow afirma que os pontos divergentes para Estados Unidos e Arábia Saudita é a "arquitetura institucional, a estrutura, não o dinheiro".

"Nós temos esperança de que os Estados Unidos darão um passo à frente", disse Waskow.

Fonte: Folha

Só podia ser os EUA mesmo né, só podia.... Esses caras ou se fazem de loucos ou são completamente retardados, porque para acreditar que o aquecimento global não existe e não precisa ser tratado com extremo cuidado, o elemento só pode ter um probleminha na cabeça. Mas é isso mesmo, hoje em dia quase ninguém liga para o meio ambiente, só conseguem pensar em suas próprias ambições e em um jeito de ganhar dinheiro em cima de outra pessoa.

Brasil tentará consenso para salvar Protocolo de Kyoto em Durban

O Brasil quer evitar, durante a conferência anual de clima da ONU, em Durban, que o Protocolo de Kyoto "morra". A afirmação é do embaixador André Corrêa do Lago, diretor do departamento de Meio Ambiente do Itamaraty.

A preocupação do Brasil tem como base as ameaças de que Rússia, Japão e Canadá abandonem o conjunto de compromissos para reduzir as emissões de gases do efeito estufa que diferencia países desenvolvidos dos emergentes, a exemplo dos Estados Unidos, que não ratificaram o tratado por temerem prejuízos econômicos e por discordarem da isenção às economias emergentes.

O Protocolo de Kyoto, aprovado em 1997, obriga quase 40 países desenvolvidos a reduzirem suas emissões de gases do efeito estufa.

O protocolo expira em outubro de 2012, antes da conferência anual sobre o clima do ano que vem, marcada para novembro.

"Se deixar morrer Kyoto, há praticamente um consenso de que você nunca mais vai chegar a um acordo total", disse o embaixador a jornalistas.

Dentre os pontos que o Brasil irá defender na conferência, que ocorrerá em Durban, na África do Sul, entre 28 de novembro e 9 de dezembro, estão a aprovação do segundo turno de compromissos do Protocolo de Kyoto, e a discussão de um "molde" para o Fundo Verde, idealizado em 2010 para financiar os esforços ambientais de países em desenvolvimento.

Um dos obstáculos citados por Lago que influencia diretamente na concretização do Fundo é a atual crise econômica internacional.

Segundo o embaixador, a crise "inegavelmente tem um impacto preocupante", uma vez que as negociações climáticas envolvem os aspectos econômicos dos países.

Uma série de embates envolve a discussão sobre a continuidade do Protocolo de Kyoto. 
Países em desenvolvimento defendem que os ricos assumam a liderança no corte de emissões, enquanto países como o Japão ameaçam deixar o protocolo se grandes emissores como China e EUA não tiverem metas obrigatórias.

De acordo com Lago, a União Europeia pode ser um aliada do Brasil, pois "tem interesses" no avanço da negociação sobre Kyoto.

Entretanto, a chanceler alemã, Angela Merkel, disse na quarta-feira que países emergentes, como Brasil, Índia e China, precisam reduzir suas emissões de efeito estufa.

A expectativa para o encontro entre 200 países em Durban é de que apenas medidas modestas sejam tomadas para cortar as emissões de gases do efeito estufa, apesar dos alertas dos cientistas e de que as condições climáticas extremas provavelmente irão se intensificar em decorrência do progressivo aumento na temperatura do planeta.

Fonte: Folha

É impressionante o ponto que chega a ignorância do ser humano. A mudança extrema de temperaturas, a extinção de diversas formas de vida e desastres naturais mais do que iminentes estão para acontecer e no que o homem pensa? ''Economia'', é claro.
É óbvio que a economia é um assunto importante e que deve ser tratado com muito cuidado, mas se nós continuarmos como estamos, sem dar a mínima para o meio ambiente, não haverá mais nada, muito menos economia, para se preocupar.

Grandes empresas anunciam adesão à energia de fonte eólica

O Deutsche Bank e a Bloomberg se comprometeram nesta sexta-feira a obter 25% de sua energia dos ventos. Todas passarão a exibir um selo para destacar a adesão à energia eólica.

A ideia do selo, que será denominado "WindMade" (feito de vento), foi anunciada pela primeira vez no Fórum Econômico Mundial de Davos, em 2010.
Tony Gentile/Reuters
Selo "WindMade" indicará proporção de energia eólica usada pelas empresas em nível regional ou global ou individual
Selo "WindMade" indicará proporção de energia eólica usada pelas empresas em nível regional ou global ou individual

"Acreditamos em dar o exemplo. Aumentamos o uso de energia limpa de 7% para 65% nos últimos quatro anos", afirmou Sabine Miltner, do Deutsche Bank.

"O [selo] WindMade é um passo importante rumo à transparência dos mercados e estamos contentes por nos unirmos a esta nova associação", acrescentou.

As empresas podem usar o selo se pelo menos um quarto de sua energia for eólica. Ele também estabelecerá a proporção de energia eólica na empresa, especificando se sua participação é global, regional ou em m único estabelecimento.

"O governo fez a sua parte e agora depende da comunidade empresarial demonstrar liderança e compromisso com o desenvolvimento de energia limpa. O selo WindMade nos dá um mapa para alcançarmos isto", afirmou Curtis Ravenel, da Bloomberg.

As companhias Method, Better Place, Widex, Droga5, G24 Innovation, Engraw, RenewAire, TTTech, Vestas Wind Systems e PwC DK também fazem parte da iniciativa.

Fonte: Folha Online

Finalmente parece que alguém está tomando juízo e começando a pensar no meio ambiente, investindo em energias limpas. O ideal seria que todas as empresas, ou melhor, que todo mundo usasse energias limpas, mas como no momento isso não é possível, que pelo menos essa iniciativa sirva de incentivo.

Austrália aprova imposto sobre emissões de dióxido de carbono

O Senado da Austrália aprovou nesta terça-feira um conjunto de leis para taxar as emissões de dióxido de carbono a partir de meados de 2012 para combater a mudança climática.

"É um momento histórico", disse pouco antes da votação a senadora e ministra de Finanças australiana, Penny Wong, enfatizando que o Governo procura "garantir a prosperidade" da Austrália através de "uma economia diferente, uma forma de emprego diferente e a produção de energias limpas".

A partir do dia 1º de julho de 2012, o governo imporá uma taxa de 23 dólares australianos (US$ 23,7) pela tonelada de dióxido de carbono.

O imposto, que será pago por 500 empresas consideradas as maiores poluidoras da Austrália, aumentará gradualmente até julho de 2015, quando entrará em vigor um esquema de troca de emissões no qual o mercado regulará os preços.

Com 36 votos a favor e 32 contra foi aprovado o pacote de 18 leis denominado "Lei de Energia Limpa 2011", e ao ter o sinal verde sem nenhuma emenda será transformado em lei, segundo informou a agência de notícias local AAP.

"É um dia verde, um daqueles que ressoará no tempo", disse o líder do Partido Verde, Bob Brown.

Por sua parte, a coalizão opositora prometeu derrubar a lei se vencer as próximas eleições, previstas para 2013.

O líder da oposição no Senado, Eric Abetz, declarou que esta medida se trata "da traição mais grosseira ao mandato eleitoral da história política australiana" e frisou que o imposto aumentará o custo de vida, além de não contribuir para a proteção do meio ambiente.

Fonte: Folha Online

Descordo da opinião de Eric Abetz, que diz que essa medida não ajudará em nada o meio ambiente e só vai aumentar o custo de vida dos australianos, pois se nenhuma medida for tomada os meios de produção de energia nunca vão mudar, e essa lei ''incentiva'' a produção de energias limpas, mesmo que seja por ''mal''.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Cientistas conseguem reverter envelhecimento celular

Cientistas franceses conseguiram recuperar a juventude de células de doadores centenários, ao reprogramá-las ao estágio de células-tronco, demonstrando assim que o processo de envelhecimento é reversível. Trabalhos sobre a possibilidade de apagar as marcas do envelhecimento celular, publicados na edição desta terça-feira da revista especializada Genes & Development, marcam uma nova etapa na direção da medicina regenerativa com vistas a corrigir uma patologia, ressaltou Jean-Marc Lemaitre, do Instituto de Genômica Funcional (Inserm/CNRS/Université de Montpellier), encarregado destas pesquisas.
Segundo um cientista do Inserm, outro resultado importante destes trabalhos é compreender melhor o envelhecimento e corrigir seus aspectos patológicos. As células idosas foram reprogramadas "in vitro" em células-tronco pluripotentes iPSC (sigla em inglês para células-tronco pluripotentes induzidas) e, com isso, recuperaram a juventude e as características das células-tronco embrionárias (hESC). Estas células podem se diferenciar dando origem a células de todos os tipos (neurônios, células cardíacas, da pele, do fígado...) após a terapia da "juventude" aplicada pelos cientistas.
Desde 2007 os cientistas demonstraram ser capazes de reprogramar as células adultas humanas em células-tronco pluripotentes (iPSC), cujas propriedades são semelhantes às das células-tronco embrionárias. Esta reprogramação a partir de células adultas evita as críticas ao uso de células-tronco extraídas de embriões.
Nova etapa
Até agora, a reprogramação de células adultas tinha um limite, a senescência, última etapa do envelhecimento celular. A equipe de Jean-Marc Lemaitre acaba de superar este limite.
Os cientistas primeiro multiplicaram células da pele (fibroblastos) de um doador de 74 anos para alcançar a senescência, caracterizada pela suspensão da proliferação celular. Em seguida, eles fizeram a reprogramação "in vitro" destas células. Como isto não foi possível com base em quatro fatores genéticos clássicos de transcrição (OCT4, SOX2, C MYC e KLF4), eles adicionaram outros dois (NANOG e LIN28).
Graças a este novo "coquetel" de seis ingredientes genéticos, as células senescentes reprogramadas recuperaram as características das células-tronco pluripotentes de tipo embrionário, sem conservar vestígios de seu envelhecimento anterior. "Os marcadores de idade das células foram apagados e as células-tronco iPSC que nós obtivemos podem produzir células funcionais, de todos os tipos, com capacidade de proliferação e longevidade aumentadas", explicou Jean-Marc Lemaitre.
Os cientistas em seguida testaram com sucesso seu coquetel em células mais envelhecidas, de 92, 94, 96 até 101 anos. "A idade das células não é definitivamente uma barreira para a reprogramação", concluíram.
Estes trabalhos abrem o caminho para o uso de células reprogramadas iPS como fonte ideal de células adultas toleradas pelo sistema imunológico para reparar órgãos ou tecidos em pacientes idosos, acrescentou o cientista.
Um grande avanço na medicina. Essa descoberta certamente mudará o rumo dos estudos envolvendo o envelhecimento celular.

Projeto que reduz poder do Ibama pode ser votado hoje / Senado aprova lei que enfraquece Ibama

Projeto que reduz poder do Ibama pode ser votado hoje



O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), disse nesta terça-feira que o plenário da Casa pode colocar em votação até o final do dia um projeto de lei que tira o poder do Ibama de multar desmatamentos.

A movimentação surpreendeu o Ministério do Meio Ambiente, que vem manobrando para fortalecer o poder do órgão ambiental no Código Florestal.
Segundo o líder, o projeto deve ser analisado depois de um projeto polêmico que trata do acesso a documentos públicos nos três Poderes da República, em todos os níveis de governo.

O projeto em questão é o chamado PLC nº 1, proposto pela Câmara dos Deputados. Ele regulamenta o artigo 23 da Constituição, que define as competências de União, Estados e municípios na área ambiental. Desde o ano passado o projeto está no Senado como prioridade de votação.

O texto, de autoria do deputado Sarney Filho (PV-MA), foi alterado no fim de 2009 na Câmara. Uma emenda previa que só o órgão que licenciou uma determinada atividade tivesse o poder de autuação.

Como os desmatamentos são licenciados pelos Estados, somente eles poderiam multar -- e não o Ibama, órgão federal.

A área ambiental do governo vê um retrocesso no texto, já que os Estados são mais sujeitos a pressões políticas e vários deles não têm boa estrutura de fiscalização. O então ministro Carlos Minc prometeu que o artigo seria vetado.

Nas últimas semanas, o PLC nº 1 voltou à pauta do Senado, com um parecer favorável de Jucá, seu relator.

O senador disse que faria uma emenda de redação para determinar que o Ibama agisse quando os Estados não o fizessem.

Mas um dos relatores do Código Florestal no Senado, Jorge Viana (PT-AC), disse que não via sentido em votar o projeto agora. "Vai no sentido oposto ao que estamos tentando construir no código", afirmou.

Senado aprova lei que enfraquece Ibama


O Senado aprovou ontem por 49 votos a 7 um projeto de lei que, na prática, tira do Ibama o poder de multar desmatamentos ilegais.

O projeto regulamenta o artigo 23 da Constituição, que define as competências de União, Estados e Municípios na fiscalização de crimes ambientais.

O texto original, do deputado Sarney Filho (PV-MA), visava estabelecer atribuições dos entes federativos para melhorar o combate ao tráfico de animais. Porém, uma emenda de última hora inserida na Câmara alterou o texto, estabelecendo que a autuação só poderia ser feita pelo órgão licenciador. Como o licenciamento para desmatamentos é feito pelos Estados, o Ibama, na prática, ficaria sem poder de autuar.

No ano passado, a então senadora Marina Silva (PV-AC) tentou corrigir a distorção, apresentando três emendas ao projeto. Todas elas foram rejeitadas na Comissão de Constituição e Justiça pela senadora ruralista Kátia Abreu (PSD-TO), relatora na CCJ.

Tanto Marina quanto seus sucessores no Ministério do Meio Ambiente, Carlos Minc e Izabella Teixeira, tentaram barrar a proposta (batizada de PLC no. 1), por entenderem que os Estados e municípios são menos estruturados para fiscalizar e/ou mais sujeitos a pressões políticas do que o Ibama.

A bancada ruralista comemorou a aprovação.

"Vamos tirar essas prerrogativas ditatoriais do Ibama. O Ibama quer parar o Brasil, não vai parar, não!", vociferou Flexa Ribeiro (PSDB-PA).

"Habituou-se no Brasil a achar que os órgãos federais são mais honestos que os estaduais e municipais. Não podemos tratar a Federação desta forma. O Ibama não é a Santa Sé, ele não está acima de qualquer suspeita, não", disse Kátia Abreu.

Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), presidente da Comissão de Meio Ambiente do Senado, disse que a proposta é um retrocesso.

"Num momento em que nós estamos fazendo um grande esforço para votar um Código Florestal que reduza desmatamento no nosso país, reduzir as prerrogativas do Ibama me parece um erro grave."

Fonte¹: Folha Online
Fonte²: Folha Online

Se antes dessa lei os desmatamentos já estavam incontroláveis, a aprovação dessa lei praticamente diz para os donos de madeireiras ilegais, e etc, ''Ta tudo ok, pode ir lá e acabar com tudo, não da nada''.
É óbvio que o IBAMA não é a perfeição, existem sim funcionários corruptos que só contribuem para a destruição da natureza, mas agora, com essa maldita lei, os madeireiros ilegais vão fazer festa em cima do que antes era a Amazônia.

Município austríaco diminui 95% das suas emissões de CO2

Güssing, na Áustria, mudou a sua história nos últimos anos. Antes desconhecida e com problemas de desemprego e imigrantes e fuga de jovens para outras localidades europeias, esse município com 4.000 habitantes passou a ser referência em energia verde na Europa.

A cidade se tornou a única da União Europeia a reduzir, desde 1995, mais de 95% de suas emissões de CO2 (dióxido de carbono).

Os benefícios não são apenas ambientais. Güssing passou a receber 30 mil turistas por ano e também criou novos campos de emprego de alta qualificação, além de atrair investidores. Detalhe: ela está na região de Burgenland, uma das mais pobres da Áustria.

Fonte: Folha

Um exemplo de como uma cidade pode evoluir simplesmente investindo em energias limpas/verdes. Se o Brasil deixasse de se preocupar somente com samba e futebol, e começasse a investir em educação e meio ambiente, garanto que estaríamos em uma situação bem melhor.

UE só assinará novo Protocolo de Kyoto se EUA e China aderirem

Ministros de Meio Ambiente de países que pertencem à União Europeia sinalizaram nesta segunda-feira que seus governos pretendem assinar um segundo Protocolo de Kyoto se as nações mais poluentes também o fizerem --no caso, os Estados Unidos, a China e a Índia.


A linha de ação que será adotada pela UE na próxima conferência mundial sobre mudanças climáticas --marcada para novembro em Durban, na África do Sul-- foi acordada em uma reunião que acontece nesta semana em Luxemburgo.

"Qual a razão de se manter algo vivo se você está lá sozinho?", disse à agência de notícias 

Reuters o comissário de Ambiente da UE, Connie Hedegaard.
Ele comentou que deve haver maior colaboração dos países mais poluentes, que respondem por 89% das emissões, contra os 11% dos países da UE.

O Protocolo de Kyoto em vigor, que prevê medidas de combate contra o aquecimento global, vai expirar em 2012 e até o momento não possui nenhum novo texto formulado.

Os EUA são um dos países poluentes que assinaram o Protocolo de Kyoto, mas nunca 
ratificaram sua participação, motivo pelo qual é criticado mundialmente. As nações em desenvolvimento também foram excluídas do pacto original de 1997, mas hoje se enquadram entre os poluentes.

Na metade deste ano, representantes de 180 países se reuniram para tratar de Kyoto, mas
não houve avanços nas duas semanas de conversações e o assunto mais uma vez foi postergado sem solução.


Que coisa escrota isso que os EUA está fazendo. Eles tem a cara de pau de propor um acordo envolvendo um grande corte na emissão de gases poluentes, assinam o acordo, mas não participam. Assim é fácil, dar a ideia e deixar os outros tentando achar soluções para diminuir o nível de poluição enquanto, nos EUA, a poluição só aumenta.

Torre armazena energia suficiente para 25 mil casas

O município espanhol Fuentes de Andalucía, que fica na província de Sevilha, agora tem um gerador de última geração. Esse é o primeiro sistema que fornece energia por concentração.O equipamento possui capacidade de produzir eletricidade 24 horas por dia e de abastecer cerca de 25 mil residências.

Uma torre principal recebe e armazena as luzes solares que são captadas por helióstatos --instrumento que consegue projetar os raios do Sol para um único ponto fixo mesmo com o movimento de rotação da Terra.

A inauguração do sistema nesta terça-feira teve a presença do rei Juan Carlos 1º e do príncipe herdeiro de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, xeque Mohammed bin Zayed al-Nahyan.

Espelhos redirecionam as luzes solares para uma única torre, apesar do movimento de rotação da Terra

Fonte: Folha Online

Uma ótima invenção que, se for adotada por outros países, ajudará e muito na preservação de nosso planeta. Uma pena que o Brasil, por falta de incidência solar necessária, não possa usar essa tecnologia. Por causa disso ficamos presos às usinas hidroelétricas e nucleares.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Avanço no DNA 'permitirá viver até os 150 anos', diz cientista

 É impossível não se perguntar o que há de extraordinário no DNA do professor de Harvard George Church que o leva a tanta inquietação científica.

Primeiro cientista a sequenciar um código genético humano, o professor crê que as evoluções científicas nesta área ainda podem levar os indivíduos a viver "120, 150 anos".

Cerca de três décadas atrás, Church estava entre a meia dúzia de pesquisadores que sonhavam em sequenciar um genoma humano inteiro - cada A, C, G e T que nos torna únicos.
Seu laboratório foi o primeiro a criar uma máquina para desmembrar esse código, e desde então ele tem se dedicado a melhorá-la.
Uma vez decodificado o primeiro genoma, o professor tem pressionado pela ideia de que é preciso ir adiante e sequenciar o genoma de todas as pessoas.
Críticos apontaram a astronômica cifra que o custo de sequenciar o primeiro DNA alcançou: US$ 3 bilhões. Como resposta, Church construiu outra máquina.
O valor agora é de US$ 5 mil por genoma, e o professor crê que muito em breve esse valor cairá para uma fração, ou décimo ou vigésimo disto - mais ou menos o valor de um exame de sangue.
Ler, escrever, editarSequenciar o DNA humano de forma rotineira abrirá uma série de possibilidades, diz George Church. Uma vez que "ler" um genoma se torne um processo corriqueiro, o professor de Harvard quer partir para "editá-lo", "escrever" sobre ele.
Ele vislumbra o dia em que um aparelho implantado no corpo seja capaz de identificar as primeiras mutações que possam levar a um potencial tumor, ou os genes de uma bactéria invasora.
Nesse caso, será possível tratá-los com uma simples pílula de antibiótico destinado a combater o invasor.
Doenças genéticas serão identificadas no nascimento, ou possivelmente até na gestação, e vírus microscópicos, pré-programados, poderão ser enviados para o interior das células comprometidas e corrigir o problema.
Para fins científicos, Church tem defendido a polêmica ideia de disponibilizar sequências de genomas publicamente, para que cientistas tenham oportunidade de estudá-las.
Church já postou na rede a sua própria sequência de DNA, além de outras dez. O objetivo é chegar a 100 mil.
"Sempre houve uma atitude (em relação à genética) de que você nasce com seu 'destino' genético e se acostuma com ele. Agora a atitude é: a genética é, na verdade, um conjunto de transformações ambientais que você pode empreender no seu destino", acredita Church.
Vanguarda
No laboratório de temperatura controlada de Church, uma bandeja se move para frente e para trás agitando amostras da bactéria E. Coli.
Em um processo de quatro horas, os cientistas conseguem ativar ou desativar um só par de bases deste DNA, ou regiões inteiras de genes para ver o que acontece.
Existem 2,2 mil genes - de um total de 20 mil - sobre os quais já se conhece suficientemente para ativá-los ou desativá-los.
Durante a epidemia de E. Coli na Alemanha neste ano, foram necessários menos de dois dias para sequenciar o genoma inteiro de uma variedade até então desconhecida.
Os dois equipamentos que deram ao laboratório de Church uma posição de vanguarda no campo da biologia sintética são a segunda versão da máquina de engenharia automatizada de genomas multiplex, ou Mage, e o Polonator, um sequenciador de genomas que pode decodificar um bilhão de pares de genes de uma só vez.
"Ele está começando a levar a biologia sintética a uma escala maior", opina o professor da Universidade de Boston James J. Collins, colega de Church no Instituto Wyss de Engenharia Inspirada pela Biologia, em Harvard.
Pé no chão
Entretanto, nem todos compartilham o entusiasmo de Church e sua visão de futuro para os usos e efeitos da biologia sintética.
"É preciso ter a imaginação de George e a sua visão se se quiser fazer progresso. Mas é tolice pensar que ele fará tanto progresso quanto crê", opina o diretor do departamento de Lei, Bioética e Direitos Humanos da Universidade de Boston, George Annas.
Os céticos observam que a humanidade pode até adicionar anos à expectativa de vida dos seres humanos, mas é improvável que a qualidade desta sobrevida aumente tanto.
'Há uma chance estatística de ser atropelado por um caminhão que dificultará chegar aos 150 anos', diz Chad Nussbaum, co-diretor do Programa de Sequenciamento de Genomas e Análises do Instituto Broad de Harvard e do MIT, um instituto do qual Church é associado.
"É maravilhosamente inocente pensar que tudo que precisamos é aprender tudo sobre a genética, e viveremos 150 anos", afirma.
Apesar das ressalvas, Nussbaum afirma que admira a visão do professor Church, assim como sua "genialidade".
"É muito importante pensar grande e tentar fazer coisas malucas", acredita. "Se você não tentar alcançar o impossível, nunca faremos as coisas que são quase impossíveis."
Fonte: G1
Um estudo realmente impressionante, que se der certo vai realmente revolucionar a nossa existência, mas com certeza haverá pessoas que serão contra, dizendo que é errado alterar nossas características ''originais''.

Antes do Dia Mundial Sem Carro, Suplicy vai trabalhar de bicicleta


Na véspera do Dia Mundial Sem Carro, comemorado na quinta-feira (22), o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) decidiu aderir ao movimento e percorreu de bicicleta o percurso de cerca de 6 quilômetros entre a casa dele, na Asa Sul, e o Congresso.

Ele argumentou que nesta quinta-feira viajará para Aruba, no Caribe, onde participará de um congresso do Parlatino.

Transporte público e mobilidade são desafios para Dia Mundial Sem Carro

Suplicy recomendou ao governo do Distrito Federal e de outras localidades do país que invistam mais na construção de ciclovias, na melhoria da sinalização e na promoção de campanhas educativas de trânsito.
Sérgio Lima/Folhapress
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) e a bicicleta que usou para chegar até o Congresso
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) e a bicicleta que usou para chegar até o Congresso

O senador ressaltou a necessidade de os governos federal, estaduais e municipais estimularem o uso da bicicleta como meio de transporte mas, para isso, julga necessário que os motoristas estejam cientes dos direitos dos ciclistas.

Assim que deixou sua casa, acompanhado de um funcionário do Senado, Eduardo Suplicy fez questão de parar na Capela Nossa Senhora de Fátima, patrimônio tombado pelo GDF, para fazer suas orações.

Ele optou pelo caminho da avenida das Nações, onde o trânsito é mais tranquilo e, segundo ele, é "um lugar muito bonito, com muitas árvores e vista para o Lago Paranoá".

Fonte: Folha Online

Uma data muito importante, pois nos lembra de um dos maiores emissores de CO2 do mundo, o automóvel. Se 10% dos automóveis do mundo fossem cortados, já daria um grande alívio para o meio ambiente. Claro que se todos, ou pelo menos a maioria dos automóveis que utilizam combustíveis que poluem fossem cortados, de repente seria melhor né...

Óleo de coco e luz solar vão gerar energia para ilha do Pacífico


A praticamente desconhecida ilha de Toquelau, no território da Polinésia, será abastecida com eletricidade gerada por 93% de luz solar e o restante com óleo de coco.


O plano, anunciado pelo governo local, deve ser colocado em prática até meados de 2012 e prevê o uso combinado de baterias que vão armazenar energia para ser usada à noite.


A proposta é que somente veículos motorizados e alguns equipamentos de cozinha utilizem combustível fóssil.


Toquelau, que pertence administrativamente à Nova Zelândia, é uma pequena ilha do Pacífico Sul onde há apenas 1.500 habitantes.


A queima de combustível fóssil colabora com o aquecimento global e o aumento do nível do oceano, tornando Toquelau vulnerável.


Com o ponto mais alto da ilha a irrisórios 5 metros acima do solo, a ilha pode ser invadida pelo mar.


Fonte: Folha Online


Um exemplo para todas as grandes nações. Enquanto os EUA estão gastando dinheiro com guerra e o Brasil com estádios de futebol, uma pequena ilha, praticamente desconhecida, adota um sistema desses. Se esse sistema fosse adotado em pelo menos algumas partes de todos os países, já faria um grande bem para a Terra.

Pela 1ª vez, estudo acha plástico em mar do polo Norte


A grua do navio levanta e despeja no convés uma rede em formato de cone. A oceanógrafa inglesa Clare Miller, porém, sabe o que procura ali --e não são peixes. Ela logo esvazia a ponta da rede dentro de um balde, revelando algas, plâncton e... plástico.


Em apenas uma hora dentro d'água, a rede de Miller coletou pedaços minúsculos de plástico e nylon numa das regiões mais remotas do oceano: o mar de Barents, a noroeste do arquipélago de Svalbard, Noruega, a menos de 1.300 km do polo Norte.


A coleta, feita a bordo do navio Arctic Sunrise, do Greenpeace, comprova pela primeira vez algo de que já se desconfiava: o Ártico também está contaminado por lixo.


A descoberta é preliminar: foram apenas quatro amostras coletadas, que ainda serão analisadas num laboratório em Exeter, Reino Unido.


Mas a mera existência de plástico nas águas supostamente límpidas do Ártico é motivo de preocupação.
"Ninguém sabia o que encontraríamos. O local onde lançamos a rede é uma região selvagem, sem nenhum assentamento humano por perto", disse Miller, mestranda em oceanografia na Universidade de Southampton.


O lixo é difícil de ver a olho nu. Ele é composto, em sua maior parte, de pedacinhos de plástico bastante degradados pelo Sol, que ficam em suspensão na água.
Arte


Os restos são tão pequenos que precisam ser capturados com uma rede especial, feita para coletar plâncton (animais e algas microscópicas).


Segundo Miller, o tamanho dos pedaços de lixo e a ausência de outros indicadores de poluição, como bolas de piche, sugerem que o plástico é "importado", chegando ao mar de Barents trazido por correntes marinhas como a do Golfo, que sai do Atlântico tropical e banha a Europa.
"Não me surpreenderia se encontrássemos no Ártico condições tão ruins quanto em outras partes, por causa das correntes", afirma Frida Bergtsson, do Greenpeace.


LIXO GENERALIZADO


O lixo marinho invisível é um problema global. A ONG mantém uma base de dados de plástico coletado por seus navios em dez outras regiões do planeta. Todas revelam alguma contaminação.
De longe a pior situação é a do norte do Pacífico, que abriga a famosa "grande mancha de lixo".


É uma zona que pode chegar a 15 milhões de km2 (quase o dobro do território do Brasil) na qual a água concentra uma grande quantidade de plástico trazido da Ásia e da América do Norte, mantida ali por correntes em giro.


No mar, o lixo é engolido por animais marinhos e entra na cadeia alimentar --quando não os mata.


RESTO DE REDES


A presença de restos de redes de pesca de nylon nas amostras coletadas por Miller também é típica da contaminação por plástico.


Segundo Bengtsson, o problema é tão disseminado que o governo norueguês freta periodicamente barcos de pesca para buscar equipamento descartado no mar.


Em 2008, um mapeamento publicado na revista "Science" por cientistas americanos mostrou que 100% dos oceanos sofrem algum tipo de impacto humano. Uma das zonas mais degradadas é justamente o mar do Norte, vizinho de baixo do Ártico.


Fonte: Folha Online


Daqui a pouco vai estar saindo lixo das nossas torneiras, de tanto lixo que as pessoas ignorantes tocam nos rios, lagos, e no mar. De tanta coisa que os ignorantes tocam já tem plástico até no polo Norte, mas não da nada, ta tranquilo, o máximo que pode acontecer é um dinossauro aquático ser infectado por um plástico contaminado dar luz ao Godzilla.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

África do Sul estuda retirar chifre de rinoceronte para frear caça


A África do Sul está estudando a possibilidade de tirar os chifres dos rinocerontes do país como medida para combater a caça furtiva. Somente neste ano, 279 já foram mortos.


Em declarações na edição on-line do jornal sul-africano "Times Live", a ministra do Meio Ambiente da África do Sul, Edna Molewa, informou que o governo consultará veterinários e especialistas antes de tomar qualquer decisão a respeito.


África do Sul mobiliza Exército para proteger rinocerontes


A ministra anunciou ainda que o Executivo, chefiado por Jacob Zuma, também considera estabelecer uma moratória para as licenças de caça de rinocerontes --passaram de 129 em 2010 para 143 em 2011-- para preservar a população dos animais do país.


"As autoridades de conservação das províncias emitem permissões para a caça esportiva, mas o desafio é conter o abuso que indivíduos sem escrúpulos cometem", afirmou Molewa. "Esta situação e a caça furtiva poderiam ameaçar a sobrevivência dos rinocerontes em seu entorno no futuro."


Ela afirmou que a moratória, que não deve ser aprovada neste ano, poderia afetar o turismo de caça esportiva no país.
Segundo números oficiais, 2.200 rinocerontes negros e 18.800 brancos vivem na África do Sul.


O rinoceronte é uma espécie singular africana que está ameaçada pelo grande valor que seu chifre possui no mercado negro, já que é usado no Oriente Médio para fabricar cabos de adagas e na medicina tradicional em grande parte da Ásia.


Fonte: Folha Online


Daqui a pouco o governo africano vai ter que botar uma jaula em volta das savanas para poder deter esses caçadores escrotos. Existem tipo que 21,000 rinocerontes no mundo todo, aliás, na África, e esses escrotos ainda querem caçar eles, arrancar o chifre e fazer uma adaga, que felicidade, não? De tão grande que é a caça desses animais, que o único propósito é arrancar o chifre do animal e fazer alguma coisa fashion, o governo está cogitando contratar veterinários para tirar os chifres desses animais, só assim a caça de rinocerontes iria parar, ou não, talvez os caçadores descobrissem que a pele deles é boa para coçar as costas e continuassem a matá-los. Seria interessante se os rinocerontes evoluíssem e começassem a caçar humanos para fazer tapetinhos.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

PV entra com ação contra medida que reduz parques na Amazônia


O PV ameaçou nesta quarta-feira entrar com uma ação no Supremo Tribunal Federal contra a medida provisória que reduziu três parques nacionais na Amazônia.

A medida foi baixada na segunda-feira pela presidente Dilma Rousseff, e "desafetou" (reduziu) os parques da Amazônia, dos Campos Amazônicos e do Mapinguari. Os dois últimos foram cortados para dar lugar a usinas hidrelétricas. O parque nacional da Amazônia, para resolver um conflito fundiário com 12 comunidades que estão instaladas em seu interior.

Segundo nota distribuída pelo Partido Verde, a medida do governo é inconstitucional, já que alterações no limite de unidades de conservação só podem ser feitas por lei. "O governo, talvez por orientações equivocadas, autorizou a edição dessa medida provisória que abre graves precedentes para atividades danosas ao meio ambiente e prejudicam a política de áreas protegidas no país, bem como de todo Sistema Nacional de Unidades de Conservação", afirma a nota.

Conforme a Folha revelou em junho, o governo já prepara novas desafetações de unidades de conservação por medida provisória, para abrigar hidrelétricas. Uma delas atingirá, mais uma vez, o parque nacional da Amazônia, que terá um trecho alagado pela usina de São Luiz do Tapajós, a quarta maior do Brasil.

O Instituto Chico Mendes, órgão que gerencia as unidades de conservação, afirma que as reduções foram feitas após vários debates e estudos e que serão acompanhadas das devidas compensações. 

"No caso do parque dos Campos Amazônicos, retiramos 34 mil hectares e acrescentamos 110 mil", disse à Folha o presidente do instituto, Rômulo Mello.

Fonte: Folha Online

Que beleza hein Brasil, só progresso.
Nos últimos tempos o Brasil está tentando desesperadamente se tornar um país ''evoluído'', de primeiro mundo, mas de nada isso vai adiantar se o governo se preocupar somente com o desenvolvimento econômico e político, sem dar a mínima para a sustentabilidade e o meio ambiente.
A melhor coisa que o governo poderia fazer seria tentar desenvolver o país igualmente em todos os setores, mantendo o equilíbrio, para mais tarde, quando o país estiver desenvolvido o suficiente em certa área, não ter que correr para tapar um furo em outra área.

EUA investirão US$ 100 milhões para proteger parque nacional


Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira que investirão US$ 100 milhões em acordos com rancheiros da Flórida para que eles se comprometam a cuidar de seus terrenos no Parque Nacional 


Everglades, uma ampla região pantanosa subtropical de grande importância ambiental.
"A restauração de Everglades é fundamental para todos os americanos", disse o secretário de Agricultura dos EUA, Tom Vilsack, sobre uma região que possui um ecossistema único no mundo e que agora receberá o maior investimento federal dedicado a um estado para a proteção de pântanos.
National Park Service-Everglades/Efe
Parque Nacional de Everglades, maior reserva subtropical dos Estados Unidos
Parque Nacional de Everglades, maior reserva subtropical dos Estados Unidos


Vilsack viajou de Washington à Flórida para apresentar a iniciativa nesta quinta-feira em entrevista coletiva oferecida na Área Natural de Winding Waters prestigiada por autoridades locais e responsáveis por organizações agrícolas e ambientais.


O investimento será destinado à restauração dos Everglades com a ajuda dos rancheiros, que receberão fundos em troca do compromisso de não construir nada em mais de 9.700 hectares próximos ao Lago Okeechobee, o maior de água doce da Flórida e o sétimo dos EUA.


Os criadores de gado se comprometerão a proteger seus terrenos em condições de usufruto permanente, com a ideia de recuperar e garantir a conservação destes peculiares terrenos do extremo sul da Flórida, reconhecidos por sua grande variedade de aves e por seus crocodilos.


Assim, haverá terrenos de pastoreio que passarão a ser pântanos, o que criará novos habitats naturais e absorverá substâncias poluentes que danificam o Lago Okeechobee e o restante do parque.


"É uma iniciativa na qual todos ganham: ajuda a restaurar Everglades e permite que continuem as tradições criadoras de gado do país", declarou o senador americano Bill Nelson.


Estas iniciativas representam um importante impulso à restauração do parque nacional, um projeto que estava estagnado há anos e que estava ameaçado pela proposta de corte de 66% do orçamento destinado a Everglades.


"Nossas terras trabalhadas proporcionam abundante comida, combustível e fibra, e são uma peça essencial das comunidades rurais, que são parte da estrutura da nação", considerou Vilsack.


O secretário de Agricultura acrescentou que "a boa gestão das terras também impulsiona a saúde dos ecossistemas que fornecem água limpa, habitat para fauna, atividades recreativas e outros serviços ambientais que beneficiam a todos".


Fonte:  Folha Online


Por mais que os EUA tenham sido, por um bom tempo, os campeões de emissão de CO2 e poluição em geral, essa é uma ótima iniciativa do governo americano.
Essa iniciativa deveria ser adotada pelo governo brasileiro, que nos últimos tempos parece não se importar mais com o meio ambiente, só inventa desculpas para justificar os desmatamentos e a poluição em massa.
Claro que esse fato isolado não salva os EUA de todos esses anos poluindo e destruindo o meio ambiente, mas se o governo americano continuar com iniciativas e projetos assim, em alguns anos, junto com a diminuição da emissão de CO2, grande parte das áreas naturais americanas poderão ser recuperadas.