quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Ceticismo sobre aquecimento global ainda é forte nos EUA

No cenário político americano, o ceticismo e a negação das mudanças climáticas estão mais fortes do que nunca, e os debates globais que começaram nesta segunda-feira em Durban, na África do Sul, não vão mudar essa tendência, afirmam especialistas.

Os Estados Unidos são a segunda nação mais poluente depois da China, e não ratificou o Protocolo de Kyoto, mas pequenos sinais de progresso emergem nos níveis estaduais e individuais.

No mês passado, o estado mais populoso dos Estados Unidos, a Califórnia, aprovou regras para o mercado de carbono em 2013, com o objetivo de cortar emissões para os níveis de 1990 até 2020.

Tentativas anteriores de criar um teto e um sistema de negociação para combater a poluição no nível federal falharam devido a preocupações de que causariam um aumento nos custos da energia --uma perspectiva particularmente grave em uma economia já debilitada.

Também em outubro, um proeminente cético, cuja pesquisa foi financiada em parte pelos bilionários conservadores Koch, anunciou ter concluído que as principais projeções sobre mudanças climáticas estão corretas e imparciais.

"Nós confirmamos que, nos últimos 50 anos, a temperatura subiu 0,9 grau Celsius. Este é o mesmo número que o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, da ONU) aponta", disse aos parlamentares o físico Richard Muller, diretor do Projeto de Berkeley sobre a Temperatura da Superfície da Terra.

Muller afirma esperar que outros céticos concordem com seu trabalho, mas sua postura --aceita pela maioria dos cientistas-- permanece sendo alvo de dúvida, principalmente entre republicanos que procuram substituir o presidente Barack Obama em 2012.

O republicano Jon Huntsman, que aparece mal posicionado nas pesquisas, aumentou a polêmica ao publicar no microblog Twitter no começo do ano: "Para ser claro, acredito na evolução e confio na capacidade de os cientistas lidarem com o aquecimento global. Podem me chamar de louco."

De fato, muitos o chamaram de louco. Com o objetivo de angariar apoio conservador, os outros pré-candidatos republicanos levantaram dúvidas sobre as pesquisas sobre as mudanças climáticas nos debates recentes.

O país todo está dividido na questão. De acordo com a última pesquisa Gallup, 53% dos americanos veem o aquecimento global como uma ameaça séria, 10 pontos percentuais abaixo de anos anteriores.

"Nós temos um problema grande, domesticamente, em termos de realidade climática", disse Alden Meyer, diretor de estratégia e política da União de Cientistas.

Quando parlamentares não chegam a um consenso de que a mudança climática é um problema para o qual soluções precisam ser criadas, a paralisia é perigosa, de acordo com o deputado democrata Henry Waxman.

"A Câmara dos Representantes, controlada pelos republicanos, votou 21 vezes para bloquear ações referentes às mudanças climáticas", disse em uma audiência neste mês. "A história olhará para essa negação à ciência com profunda tristeza", emendou.

Especialistas têm poucas esperanças de que as conversas de Durban possam desacelerar a dependência americana em combustíveis fósseis.

De acordo com David Waskow, diretor de mudança climática da ONG Oxfam, os Estados Unidos poderiam fazer uma contribuição significativa resolvendo suas objeções à criação do Fundo Verde.

O fundo, sugerido em 2009 na Cúpula de Copenhague, distribuiria, até 2020, ao menos US$ 100 bilhões por ano para ajudar os países mais pobres a lutar contra as mudanças climáticas.

Waskow afirma que os pontos divergentes para Estados Unidos e Arábia Saudita é a "arquitetura institucional, a estrutura, não o dinheiro".

"Nós temos esperança de que os Estados Unidos darão um passo à frente", disse Waskow.

Fonte: Folha

Só podia ser os EUA mesmo né, só podia.... Esses caras ou se fazem de loucos ou são completamente retardados, porque para acreditar que o aquecimento global não existe e não precisa ser tratado com extremo cuidado, o elemento só pode ter um probleminha na cabeça. Mas é isso mesmo, hoje em dia quase ninguém liga para o meio ambiente, só conseguem pensar em suas próprias ambições e em um jeito de ganhar dinheiro em cima de outra pessoa.

Brasil tentará consenso para salvar Protocolo de Kyoto em Durban

O Brasil quer evitar, durante a conferência anual de clima da ONU, em Durban, que o Protocolo de Kyoto "morra". A afirmação é do embaixador André Corrêa do Lago, diretor do departamento de Meio Ambiente do Itamaraty.

A preocupação do Brasil tem como base as ameaças de que Rússia, Japão e Canadá abandonem o conjunto de compromissos para reduzir as emissões de gases do efeito estufa que diferencia países desenvolvidos dos emergentes, a exemplo dos Estados Unidos, que não ratificaram o tratado por temerem prejuízos econômicos e por discordarem da isenção às economias emergentes.

O Protocolo de Kyoto, aprovado em 1997, obriga quase 40 países desenvolvidos a reduzirem suas emissões de gases do efeito estufa.

O protocolo expira em outubro de 2012, antes da conferência anual sobre o clima do ano que vem, marcada para novembro.

"Se deixar morrer Kyoto, há praticamente um consenso de que você nunca mais vai chegar a um acordo total", disse o embaixador a jornalistas.

Dentre os pontos que o Brasil irá defender na conferência, que ocorrerá em Durban, na África do Sul, entre 28 de novembro e 9 de dezembro, estão a aprovação do segundo turno de compromissos do Protocolo de Kyoto, e a discussão de um "molde" para o Fundo Verde, idealizado em 2010 para financiar os esforços ambientais de países em desenvolvimento.

Um dos obstáculos citados por Lago que influencia diretamente na concretização do Fundo é a atual crise econômica internacional.

Segundo o embaixador, a crise "inegavelmente tem um impacto preocupante", uma vez que as negociações climáticas envolvem os aspectos econômicos dos países.

Uma série de embates envolve a discussão sobre a continuidade do Protocolo de Kyoto. 
Países em desenvolvimento defendem que os ricos assumam a liderança no corte de emissões, enquanto países como o Japão ameaçam deixar o protocolo se grandes emissores como China e EUA não tiverem metas obrigatórias.

De acordo com Lago, a União Europeia pode ser um aliada do Brasil, pois "tem interesses" no avanço da negociação sobre Kyoto.

Entretanto, a chanceler alemã, Angela Merkel, disse na quarta-feira que países emergentes, como Brasil, Índia e China, precisam reduzir suas emissões de efeito estufa.

A expectativa para o encontro entre 200 países em Durban é de que apenas medidas modestas sejam tomadas para cortar as emissões de gases do efeito estufa, apesar dos alertas dos cientistas e de que as condições climáticas extremas provavelmente irão se intensificar em decorrência do progressivo aumento na temperatura do planeta.

Fonte: Folha

É impressionante o ponto que chega a ignorância do ser humano. A mudança extrema de temperaturas, a extinção de diversas formas de vida e desastres naturais mais do que iminentes estão para acontecer e no que o homem pensa? ''Economia'', é claro.
É óbvio que a economia é um assunto importante e que deve ser tratado com muito cuidado, mas se nós continuarmos como estamos, sem dar a mínima para o meio ambiente, não haverá mais nada, muito menos economia, para se preocupar.

Grandes empresas anunciam adesão à energia de fonte eólica

O Deutsche Bank e a Bloomberg se comprometeram nesta sexta-feira a obter 25% de sua energia dos ventos. Todas passarão a exibir um selo para destacar a adesão à energia eólica.

A ideia do selo, que será denominado "WindMade" (feito de vento), foi anunciada pela primeira vez no Fórum Econômico Mundial de Davos, em 2010.
Tony Gentile/Reuters
Selo "WindMade" indicará proporção de energia eólica usada pelas empresas em nível regional ou global ou individual
Selo "WindMade" indicará proporção de energia eólica usada pelas empresas em nível regional ou global ou individual

"Acreditamos em dar o exemplo. Aumentamos o uso de energia limpa de 7% para 65% nos últimos quatro anos", afirmou Sabine Miltner, do Deutsche Bank.

"O [selo] WindMade é um passo importante rumo à transparência dos mercados e estamos contentes por nos unirmos a esta nova associação", acrescentou.

As empresas podem usar o selo se pelo menos um quarto de sua energia for eólica. Ele também estabelecerá a proporção de energia eólica na empresa, especificando se sua participação é global, regional ou em m único estabelecimento.

"O governo fez a sua parte e agora depende da comunidade empresarial demonstrar liderança e compromisso com o desenvolvimento de energia limpa. O selo WindMade nos dá um mapa para alcançarmos isto", afirmou Curtis Ravenel, da Bloomberg.

As companhias Method, Better Place, Widex, Droga5, G24 Innovation, Engraw, RenewAire, TTTech, Vestas Wind Systems e PwC DK também fazem parte da iniciativa.

Fonte: Folha Online

Finalmente parece que alguém está tomando juízo e começando a pensar no meio ambiente, investindo em energias limpas. O ideal seria que todas as empresas, ou melhor, que todo mundo usasse energias limpas, mas como no momento isso não é possível, que pelo menos essa iniciativa sirva de incentivo.

Austrália aprova imposto sobre emissões de dióxido de carbono

O Senado da Austrália aprovou nesta terça-feira um conjunto de leis para taxar as emissões de dióxido de carbono a partir de meados de 2012 para combater a mudança climática.

"É um momento histórico", disse pouco antes da votação a senadora e ministra de Finanças australiana, Penny Wong, enfatizando que o Governo procura "garantir a prosperidade" da Austrália através de "uma economia diferente, uma forma de emprego diferente e a produção de energias limpas".

A partir do dia 1º de julho de 2012, o governo imporá uma taxa de 23 dólares australianos (US$ 23,7) pela tonelada de dióxido de carbono.

O imposto, que será pago por 500 empresas consideradas as maiores poluidoras da Austrália, aumentará gradualmente até julho de 2015, quando entrará em vigor um esquema de troca de emissões no qual o mercado regulará os preços.

Com 36 votos a favor e 32 contra foi aprovado o pacote de 18 leis denominado "Lei de Energia Limpa 2011", e ao ter o sinal verde sem nenhuma emenda será transformado em lei, segundo informou a agência de notícias local AAP.

"É um dia verde, um daqueles que ressoará no tempo", disse o líder do Partido Verde, Bob Brown.

Por sua parte, a coalizão opositora prometeu derrubar a lei se vencer as próximas eleições, previstas para 2013.

O líder da oposição no Senado, Eric Abetz, declarou que esta medida se trata "da traição mais grosseira ao mandato eleitoral da história política australiana" e frisou que o imposto aumentará o custo de vida, além de não contribuir para a proteção do meio ambiente.

Fonte: Folha Online

Descordo da opinião de Eric Abetz, que diz que essa medida não ajudará em nada o meio ambiente e só vai aumentar o custo de vida dos australianos, pois se nenhuma medida for tomada os meios de produção de energia nunca vão mudar, e essa lei ''incentiva'' a produção de energias limpas, mesmo que seja por ''mal''.