sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Avanço no DNA 'permitirá viver até os 150 anos', diz cientista

 É impossível não se perguntar o que há de extraordinário no DNA do professor de Harvard George Church que o leva a tanta inquietação científica.

Primeiro cientista a sequenciar um código genético humano, o professor crê que as evoluções científicas nesta área ainda podem levar os indivíduos a viver "120, 150 anos".

Cerca de três décadas atrás, Church estava entre a meia dúzia de pesquisadores que sonhavam em sequenciar um genoma humano inteiro - cada A, C, G e T que nos torna únicos.
Seu laboratório foi o primeiro a criar uma máquina para desmembrar esse código, e desde então ele tem se dedicado a melhorá-la.
Uma vez decodificado o primeiro genoma, o professor tem pressionado pela ideia de que é preciso ir adiante e sequenciar o genoma de todas as pessoas.
Críticos apontaram a astronômica cifra que o custo de sequenciar o primeiro DNA alcançou: US$ 3 bilhões. Como resposta, Church construiu outra máquina.
O valor agora é de US$ 5 mil por genoma, e o professor crê que muito em breve esse valor cairá para uma fração, ou décimo ou vigésimo disto - mais ou menos o valor de um exame de sangue.
Ler, escrever, editarSequenciar o DNA humano de forma rotineira abrirá uma série de possibilidades, diz George Church. Uma vez que "ler" um genoma se torne um processo corriqueiro, o professor de Harvard quer partir para "editá-lo", "escrever" sobre ele.
Ele vislumbra o dia em que um aparelho implantado no corpo seja capaz de identificar as primeiras mutações que possam levar a um potencial tumor, ou os genes de uma bactéria invasora.
Nesse caso, será possível tratá-los com uma simples pílula de antibiótico destinado a combater o invasor.
Doenças genéticas serão identificadas no nascimento, ou possivelmente até na gestação, e vírus microscópicos, pré-programados, poderão ser enviados para o interior das células comprometidas e corrigir o problema.
Para fins científicos, Church tem defendido a polêmica ideia de disponibilizar sequências de genomas publicamente, para que cientistas tenham oportunidade de estudá-las.
Church já postou na rede a sua própria sequência de DNA, além de outras dez. O objetivo é chegar a 100 mil.
"Sempre houve uma atitude (em relação à genética) de que você nasce com seu 'destino' genético e se acostuma com ele. Agora a atitude é: a genética é, na verdade, um conjunto de transformações ambientais que você pode empreender no seu destino", acredita Church.
Vanguarda
No laboratório de temperatura controlada de Church, uma bandeja se move para frente e para trás agitando amostras da bactéria E. Coli.
Em um processo de quatro horas, os cientistas conseguem ativar ou desativar um só par de bases deste DNA, ou regiões inteiras de genes para ver o que acontece.
Existem 2,2 mil genes - de um total de 20 mil - sobre os quais já se conhece suficientemente para ativá-los ou desativá-los.
Durante a epidemia de E. Coli na Alemanha neste ano, foram necessários menos de dois dias para sequenciar o genoma inteiro de uma variedade até então desconhecida.
Os dois equipamentos que deram ao laboratório de Church uma posição de vanguarda no campo da biologia sintética são a segunda versão da máquina de engenharia automatizada de genomas multiplex, ou Mage, e o Polonator, um sequenciador de genomas que pode decodificar um bilhão de pares de genes de uma só vez.
"Ele está começando a levar a biologia sintética a uma escala maior", opina o professor da Universidade de Boston James J. Collins, colega de Church no Instituto Wyss de Engenharia Inspirada pela Biologia, em Harvard.
Pé no chão
Entretanto, nem todos compartilham o entusiasmo de Church e sua visão de futuro para os usos e efeitos da biologia sintética.
"É preciso ter a imaginação de George e a sua visão se se quiser fazer progresso. Mas é tolice pensar que ele fará tanto progresso quanto crê", opina o diretor do departamento de Lei, Bioética e Direitos Humanos da Universidade de Boston, George Annas.
Os céticos observam que a humanidade pode até adicionar anos à expectativa de vida dos seres humanos, mas é improvável que a qualidade desta sobrevida aumente tanto.
'Há uma chance estatística de ser atropelado por um caminhão que dificultará chegar aos 150 anos', diz Chad Nussbaum, co-diretor do Programa de Sequenciamento de Genomas e Análises do Instituto Broad de Harvard e do MIT, um instituto do qual Church é associado.
"É maravilhosamente inocente pensar que tudo que precisamos é aprender tudo sobre a genética, e viveremos 150 anos", afirma.
Apesar das ressalvas, Nussbaum afirma que admira a visão do professor Church, assim como sua "genialidade".
"É muito importante pensar grande e tentar fazer coisas malucas", acredita. "Se você não tentar alcançar o impossível, nunca faremos as coisas que são quase impossíveis."
Fonte: G1
Um estudo realmente impressionante, que se der certo vai realmente revolucionar a nossa existência, mas com certeza haverá pessoas que serão contra, dizendo que é errado alterar nossas características ''originais''.

Antes do Dia Mundial Sem Carro, Suplicy vai trabalhar de bicicleta


Na véspera do Dia Mundial Sem Carro, comemorado na quinta-feira (22), o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) decidiu aderir ao movimento e percorreu de bicicleta o percurso de cerca de 6 quilômetros entre a casa dele, na Asa Sul, e o Congresso.

Ele argumentou que nesta quinta-feira viajará para Aruba, no Caribe, onde participará de um congresso do Parlatino.

Transporte público e mobilidade são desafios para Dia Mundial Sem Carro

Suplicy recomendou ao governo do Distrito Federal e de outras localidades do país que invistam mais na construção de ciclovias, na melhoria da sinalização e na promoção de campanhas educativas de trânsito.
Sérgio Lima/Folhapress
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) e a bicicleta que usou para chegar até o Congresso
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) e a bicicleta que usou para chegar até o Congresso

O senador ressaltou a necessidade de os governos federal, estaduais e municipais estimularem o uso da bicicleta como meio de transporte mas, para isso, julga necessário que os motoristas estejam cientes dos direitos dos ciclistas.

Assim que deixou sua casa, acompanhado de um funcionário do Senado, Eduardo Suplicy fez questão de parar na Capela Nossa Senhora de Fátima, patrimônio tombado pelo GDF, para fazer suas orações.

Ele optou pelo caminho da avenida das Nações, onde o trânsito é mais tranquilo e, segundo ele, é "um lugar muito bonito, com muitas árvores e vista para o Lago Paranoá".

Fonte: Folha Online

Uma data muito importante, pois nos lembra de um dos maiores emissores de CO2 do mundo, o automóvel. Se 10% dos automóveis do mundo fossem cortados, já daria um grande alívio para o meio ambiente. Claro que se todos, ou pelo menos a maioria dos automóveis que utilizam combustíveis que poluem fossem cortados, de repente seria melhor né...

Óleo de coco e luz solar vão gerar energia para ilha do Pacífico


A praticamente desconhecida ilha de Toquelau, no território da Polinésia, será abastecida com eletricidade gerada por 93% de luz solar e o restante com óleo de coco.


O plano, anunciado pelo governo local, deve ser colocado em prática até meados de 2012 e prevê o uso combinado de baterias que vão armazenar energia para ser usada à noite.


A proposta é que somente veículos motorizados e alguns equipamentos de cozinha utilizem combustível fóssil.


Toquelau, que pertence administrativamente à Nova Zelândia, é uma pequena ilha do Pacífico Sul onde há apenas 1.500 habitantes.


A queima de combustível fóssil colabora com o aquecimento global e o aumento do nível do oceano, tornando Toquelau vulnerável.


Com o ponto mais alto da ilha a irrisórios 5 metros acima do solo, a ilha pode ser invadida pelo mar.


Fonte: Folha Online


Um exemplo para todas as grandes nações. Enquanto os EUA estão gastando dinheiro com guerra e o Brasil com estádios de futebol, uma pequena ilha, praticamente desconhecida, adota um sistema desses. Se esse sistema fosse adotado em pelo menos algumas partes de todos os países, já faria um grande bem para a Terra.

Pela 1ª vez, estudo acha plástico em mar do polo Norte


A grua do navio levanta e despeja no convés uma rede em formato de cone. A oceanógrafa inglesa Clare Miller, porém, sabe o que procura ali --e não são peixes. Ela logo esvazia a ponta da rede dentro de um balde, revelando algas, plâncton e... plástico.


Em apenas uma hora dentro d'água, a rede de Miller coletou pedaços minúsculos de plástico e nylon numa das regiões mais remotas do oceano: o mar de Barents, a noroeste do arquipélago de Svalbard, Noruega, a menos de 1.300 km do polo Norte.


A coleta, feita a bordo do navio Arctic Sunrise, do Greenpeace, comprova pela primeira vez algo de que já se desconfiava: o Ártico também está contaminado por lixo.


A descoberta é preliminar: foram apenas quatro amostras coletadas, que ainda serão analisadas num laboratório em Exeter, Reino Unido.


Mas a mera existência de plástico nas águas supostamente límpidas do Ártico é motivo de preocupação.
"Ninguém sabia o que encontraríamos. O local onde lançamos a rede é uma região selvagem, sem nenhum assentamento humano por perto", disse Miller, mestranda em oceanografia na Universidade de Southampton.


O lixo é difícil de ver a olho nu. Ele é composto, em sua maior parte, de pedacinhos de plástico bastante degradados pelo Sol, que ficam em suspensão na água.
Arte


Os restos são tão pequenos que precisam ser capturados com uma rede especial, feita para coletar plâncton (animais e algas microscópicas).


Segundo Miller, o tamanho dos pedaços de lixo e a ausência de outros indicadores de poluição, como bolas de piche, sugerem que o plástico é "importado", chegando ao mar de Barents trazido por correntes marinhas como a do Golfo, que sai do Atlântico tropical e banha a Europa.
"Não me surpreenderia se encontrássemos no Ártico condições tão ruins quanto em outras partes, por causa das correntes", afirma Frida Bergtsson, do Greenpeace.


LIXO GENERALIZADO


O lixo marinho invisível é um problema global. A ONG mantém uma base de dados de plástico coletado por seus navios em dez outras regiões do planeta. Todas revelam alguma contaminação.
De longe a pior situação é a do norte do Pacífico, que abriga a famosa "grande mancha de lixo".


É uma zona que pode chegar a 15 milhões de km2 (quase o dobro do território do Brasil) na qual a água concentra uma grande quantidade de plástico trazido da Ásia e da América do Norte, mantida ali por correntes em giro.


No mar, o lixo é engolido por animais marinhos e entra na cadeia alimentar --quando não os mata.


RESTO DE REDES


A presença de restos de redes de pesca de nylon nas amostras coletadas por Miller também é típica da contaminação por plástico.


Segundo Bengtsson, o problema é tão disseminado que o governo norueguês freta periodicamente barcos de pesca para buscar equipamento descartado no mar.


Em 2008, um mapeamento publicado na revista "Science" por cientistas americanos mostrou que 100% dos oceanos sofrem algum tipo de impacto humano. Uma das zonas mais degradadas é justamente o mar do Norte, vizinho de baixo do Ártico.


Fonte: Folha Online


Daqui a pouco vai estar saindo lixo das nossas torneiras, de tanto lixo que as pessoas ignorantes tocam nos rios, lagos, e no mar. De tanta coisa que os ignorantes tocam já tem plástico até no polo Norte, mas não da nada, ta tranquilo, o máximo que pode acontecer é um dinossauro aquático ser infectado por um plástico contaminado dar luz ao Godzilla.