quinta-feira, 31 de março de 2011

UE quer eliminar carros a gasolina e a diesel de suas cidades até 2050

Plano prevê estímulo ao transporte por trens em detrimento de carros

A Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia (UE), propôs nesta segunda-feira que todos os carros a diesel ou a gasolina sejam eliminados das cidades do bloco até 2050.

O comissário de Transportes do bloco, Siim Kallas, também elaborou planos para migrar para trens metade das "jornadas de distância média" - a partir de 300 km - feitas atualmente em automóveis.

Kallas propôs ainda cortes de 40% nas emissões de carbono promovidas pelo transporte de cargas e um maior uso de combustíveis verdes na aviação.

As metas fazem parte do relatório Transporte 2050, apresentado pela Comissão Europeia em Bruxelas.

Efeito estufa

O objetivo final do plano de metas é cortar em 60% as emissões de gases responsáveis pelo efeito estufa originárias do setor de transportes e reduzir a dependência do petróleo importado.

Para isso, a União Europeia necessitará de uma rede mais "ampla e funcional" de corredores de transporte, incluindo conexões de trem entre os principais aeroportos do bloco, e a modernização e integração do sistema de controle do tráfego aéreo.

O bloco diz que pretende se tornar "líder mundial" em segurança de transportes aéreos, ferroviários e marítimos.

Segundo Kallas, as medidas não pretendem coibir a mobilidade dos viajantes europeus.
"A crença de que você precisa reduzir a mobilidade para combater a mudança climática não é verdadeira", disse o comissário. "Podemos quebrar a dependência em petróleo do setor de transportes sem sacrificar nossa eficiência ou comprometer a mobilidade. A liberdade de viajar é um direito básico de nossos cidadãos. Reprimir isso não é uma opção."

Reações

Mas medidas propostas pela Comissão Europeia já estão sendo alvo de críticas.

O ministro-adjunto britânico dos Transportes, Norman Baker, rejeitou a ideia de banir carros nos centros urbanos.

"É correto que a UE estabeleça metas de alto nível para a redução das emissões de carbono, mas não é correto que ela diga como isso deveria ser feito nas cidades", disse o ministro, que defende outras medidas - como promoção de veículos elétricos e de bicicletas - em vez da restrição aos automóveis.

Para Richard Dyer, da ONG ambientalista Friends of the Earth, as propostas de Kallas são bem-vindas, mas falta esclarecer quais investimentos em transporte público serão feitos para concretizá-las.

"Abandonar carros movidos a combustíveis fósseis é uma boa (medida), mas, apesar dos anúncios que rendem boas manchetes de jornais, falta ambição aos planos (da UE) de redução de emissões", disse.

Fonte: Folha

Uma boa idéia, porém radical de mais,  se houvesse alguns dias na semana que o uso de carros não fosse permitido, ou alguma coisa parecida já faria alguma diferença, muita gente depende muito do carro para trabalhar, estudar, etc...
A serpente da espécie  Bothrops moojeni , também conhecida como caiçaca ou jararacão, aparentemente se reproduziu assexuadamente em zoo de Campinas .... Foto: Rose Mary de Souza/Especial para Terra
Um exame de DNA será feito pelo Instituto Butantan para confirmar se houve partenogênese

Uma serpente fêmea isolada em cativeiro, sem contato com um macho, é mãe de dois filhotes. A espécie caiçaca ou jararacão (Bothrops moojeni) vive na Casa dos Animais Interessantes, do Aquário Municipal de Campinas, e que fica no Zoológico do Bosque dos Jequitibás.

O fato do réptil procriar sem o acasalamento é raro e a hipótese provável é que ocorreu uma partenogênese, ou seja, uma reprodução assexuada - algo muito incomum em um vertebrado -, segundo a bióloga do aquário, Denise Polydoro.

Os dois filhotes são sobreviventes de uma ninhada de 23 ovos dos quais 20 não se desenvolveram (atrésicos). Dos três ovos restantes, vingaram apenas os dois filhos já que do terceiro ovo o filhote estava morto.

A serpente está em Campinas desde 2006, proveniente do Zoológico de Sorocaba, também interior de São Paulo. Desde então ela não teve contato com nenhum outro exemplar de sua espécie.

Em janeiro de 2010 a serpente também chegou a pôr ovos, porém nenhum dos filhotes sobreviveu.
 
DNA
"Vamos fazer O exame de DNA para confirmar a partenogênese", afirmou a bióloga Denise. De acordo com ela o teste será conduzido pelos pesquisadores do Instituto Butantan, de São Paulo que irão à cidade para a coleta de material. Na ocorrência do ano passado, não houve tempo de se fazer a coleta para o DNA, já que os filhotes não sobreviveram.

Denise explica que a reprodução assexuada de fêmeas mantidas em cativeiro isoladas de machos já foi registrada em pelo menos em duas espécies brasileiras: Bothrops moojeni e Bothrops insularis.
 
Filhotes separados
Após o nascimento os dois filhotes foram separados da mãe por precaução a fim de evitar algum acidente como serem predados, explicou a bióloga. Eles foram colocados, separados entre si, em uma caixa de vidro dentro de uma sala com aquecimento controlado.

A serpente pesa quase 2 kg e está com 1 m e 40 cm de comprimento. Ela é muito agressiva e o seu bote, que pode ser tanto no sentido horizontal como na vertical, pode alcançar a distância de um terço do seu comprimento. 

Fonte: Terra

O animal, na falta de um macho para procriar, teve que se adaptar e mudar completamente o meio de reprodução, isso é uma coisa que não se ve todos os dias.

Macacos reconhem ''amigos'' em fotos, diz estudo

Um estudo de pesquisadores alemães indicou que macacos adultos são capazes de reconhecer seus "amigos" em fotografias. 

Na pesquisa, macacos-de-gibraltar selvagens passaram mais tempo analisando as fotos de animais que eles não conheciam.

Os mais novos ficaram interessados, e ao mesmo tempo confusos, com as imagens, às vezes tocando-as ou saudando-as.

Em um artigo na revista científica "Animal Cognition", os cientistas do Centro de Primatas e da Universidade de Gottingen, na Alemanha, concluem que estes animais aprendem, com a idade, a entender o que as fotos representam.

"Nós não esperávamos que eles respondessem dessa maneira às fotos", disse a coordenadora do estudo, Julia Fischer. "Pensamos que as fotos não seriam relevantes para eles, porque na vida real eles não têm nada assim.''

"Agora que sabemos (que eles reconhecem espontaneamente as fotografias), poderemos estudá-los em um ambiente muito mais natural, através de jogos".


FAMILIAR

A pesquisa de campo foi conduzida no parque natural de Rocamadour, no sudoeste da França, com macacos que não haviam sido treinados.  

A equipe estava munida de folhetos contendo as fotos dos animais, para ajudá-los na identificação dos indivíduos de cada grupo.

"Um dos macacos agarrou um livro de fotos e começou a olhar para as imagens. Um estudante me perguntou se eu achava que ele estava reconhecendo o macaco da foto. Eu não sabia", conta Fischer.

A pesquisadora e sua equipe montaram então um experimento simples, dando aos macacos fotos de animais que pertenciam ao mesmo grupo e a de outros grupos.

Os pesquisadores observaram que, quando os macacos adultos recebiam fotos de um rosto familiar, passavam a vista rapidamente.

"Animais adultos dedicavam mais tempo olhando para os animais desconhecidos, sugerindo que eles reconheciam os membros do seu grupo pelas fotos", conta a professora.

Já os animais mais jovens, embora demonstrassem muito interesse, ficaram claramente confusos com as fotos.


"Alguns não souberam o que fazer, e acabavam saudando as fotos", diz. 

Fonte: Folha

Por mais que não seja 100% comprovada é uma descoberta incrível, todas essas semelhanças que os primatas tem com o ser humano realmente faz a gente acreditar que um dia nós já fomos como eles.  

sábado, 12 de março de 2011

Descobertas duas espécies de arraias na Amazônia equatoriana

Pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá, descobriram duas novas espécies de arraias na amazônia equatoriana. Os animais são tão distintos de outros já conhecidos que foram agrupados em novo gênero, nível de classificação mais abrangente que a espécie.

Pertencentes ao novo gênero Heliotrygon, as espécies de arraia Heliotrygon gomesi e Heliotrygon rosai apresentaram características particulares, como a proporção única do disco corporal, com formato convexo na região do focinho, por exemplo.
As espécies também se diferenciam pelo tamanho reduzido da cauda e por suas cores. Enquanto a Heliotrygon gomesi tem o corpo acinzentado e o dorso marrom, a Heliotrygon rosai tem o dorso marrom e a barriga branca.
Segundo os pesquisadores, essas espécies "incomuns" de arraias evidenciam o pouco conhecimento científico sobre a família a que pertencem. Geralmente, cada espécie de arraia de rio é nativa de uma única bacia hidrográfica. A Amazônia tem elevada biodiversidade do animal.

Imagem de Raio-X da arraia Heliotrygon gomesi.


Fonte: G1 Natureza

O ser humano acha que sabe de tudo e de todos mas essa é a prova de que estamos enganados e ainda temos muito a aprender. Quem sabe quantos animais desconhecidos estão por ai, nos oceanos e florestas, só esperando para serem descobertos.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Biólogos decretam fim do Puma do leste dos EUA

Biólogos federais anunciaram o fim dos pumas no leste dos Estados Unidos, espécie que durante muito tempo constou na lista de animais ameaçados de extinção.

A Fish and Wildlife Service, agência do governo americano responsável pela proteção da fauna silvestre, disse que não há mais nenhuma espécie nessa região em específico.

Biólogos declaram a extinção do puma no leste dos EUA, mas há espécies em algumas partes do país
Com a declaração, o puma do oriente será removido da lista de animais ameaçados.

Embora ainda sejam vistos pumas desde Maine a Carolina do Sul, o serviço americano sustenta que esses felinos se enquadram em outras categorias.

Esses animais vieram de outras áreas dos EUA, como do sul e do oeste, ou escaparam ou foram soltos de cativeiros.

Fonte: Folha

A caça indiscriminada para a comercialização de sua pele foi o principal fator para a extinção do Puma nos EUA, e isto está quase chegando no Brasil, pois o Puma(Suçuarana, como é conhecido aqui) já está na lista de animais ameaçados de extinção, devido a caça e a matança por parte dos fazendeiros.

É impressionante como a ignorância da humanidade chega ao ponto de extinguir toda uma espécie só para fazer ''casaquinhos de pele'', gostaria de saber até onde isso vai chegar.