quinta-feira, 30 de junho de 2011

"Não respeitamos a ciência como deveríamos", diz James Cameron

O cineasta James Cameron lamenta que a sociedade só se importe com a ciência quando ela avança em campos do seu interesse, como as novas tecnologias, mas não faz sua parte quando o assunto é preservar o planeta.
Cameron, autor de "Avatar", que se transformou em uma referência para os ambientalistas, acaba de ser nomeado explorador honorífico ("Explorer in Residence") pela National Geographic Society e em entrevista à agência de notícias Efe lamentou: "Como sociedade, não respeitamos a ciência como deveríamos."
Reprodução
O cineasta James Cameron, que se tornou explorador honorífico pela National Geographic Society
O cineasta James Cameron, que se tornou explorador honorífico pela National Geographic Society
Divulgação
Cena de "Avatar", blockbuster dirigido por James Cameron narra o conflito entre humanos e os nativos do planeta Pandora
Cena de "Avatar", blockbuster dirigido por James Cameron narra o conflito entre humanos e os nativos do planeta Pandora
O cineasta assinalou: "Trinta por cento dos países não acreditam na evolução e a maioria dos países no mundo, incluindo Estados Unidos e alguns na Europa, não acreditam na mudança climática."
"Se os cientistas vêm o semicondutor, e isso resulta em computadores, celulares, iPhones, iPad, então aceitamos, mas não aceitamos as coisas que não queremos ouvir", assinalou o explorador, ambientalista e apaixonado defensor do ambiente que assumiu seu título com entusiasmo e responsabilidade.
"Não é um prêmio, é um trabalho", assegurou Cameron, que trabalhará com a "National Geographic" em uma série de projetos com a emissora e a revista. Entre eles, uma série de documentários sobre o oceano, que quis realizar nos últimos 20 anos.
O título "Explorers in Residence" é uma distinção entregue a exploradores e cientistas cujos projetos conseguem captar o interesse e o apoio da sociedade.
O grupo inclui um seleto elenco de geógrafos, paleontólogos, arqueólogos e líderes em outras disciplinas. Junto com o cineasta, uniu-se o cientista espanhol Enric Sala.
Cameron assegurou que, como "contador de histórias", buscará chegar ao grande público, ensinando e despertando o interesse pela prospecção e o respeito ao ambiente. "A prospecção e a parte científica é uma coisa, e o contar a história é outra."
Nascido em Kapuskasing, uma localidade canadense de 8.000 habitantes, Cameron lembra que, apesar de ser um ambiente urbano, a floresta que a rodeia despertou seu interesse por explorar e o respeito pela natureza.
Seu filme "Avatar", narra o conflito entre humanos e os nativos do planeta Pandora. O enredo mostra como "os povos podem voltar guerreiros para proteger a natureza contra as incursões do mundo desenvolvido".
Uma situação com a qual, de maneira "simbólica", identificaram-se muitos países que têm que enfrentar assuntos como a degradação do ambiente, o deslocamento de tribos indígenas, assinalou o cineasta.
Cameron se manifestou contra a construção da usina hidrelétrica em Belo Monte, junto com alguns dos atores de "Avatar", como Sigourney Weaver.

Fonte: Folha Online

Eu concordo com James, se o desenvolvimento e produção de tecnologia fosse equilibrado com a preservação do planeta tudo poderia estar bem, mas o homem só pensa nele mesmo. Talvez a Terra não acabe sendo consumida pelo Sol como é previsto, talvez o homem consiga destruí-la com sua ganância.

Menina de 11 anos levanta US$ 200 mil para Golfo do México vendendo desenhos

Uma menina de 11 anos conseguiu levantar US$ 200 mil (R$ 320 mil) em um ano com a venda de seus desenhos e pinturas de aves para os esforços de recuperação do Golfo do México após o vazamento de petróleo na região, em 2010, considerado o pior desastre ambiental da história dos Estados Unidos.

Olivia Bouler, do Estado de Nova York, escreveu para a ONG de preservação ambiental Audubon Society perguntando se podia ajudar.

"Como todos vocês sabem, o vazamento de petróleo no Golfo é devastador", escreveu ela.

"Eu sou uma boa desenhista e estava pensando se conseguiria vender algumas pinturas de pássaros e doar o lucro para a sua organização."
A carta foi enviada com um desenho de um Cardeal Vermelho, um pássaro que pode ser visto perto de onde a menina mora.

Olivia, que quer ser ornitologista (bióloga especializada em aves), diz que começou a ser interessar pelos pássaros da costa do Golfo após observá-los durante férias com parentes que moram nos Estados de Louisiana e Alabama.

Ela sabia que aves como o pelicano sofreriam muito durante o período de aninhamento após o vazamento, então decidiu fazer algo.

A resposta foi muito maior do que a menina esperava, com mais de 30 mil pessoas "curtindo" a página de Olivia no Facebook.

Após enviar desenhos a todos que fizessem doações pela causa, Olivia publicou um livro sobre pássaros (Olivia's Bird: Saving the Gulf) ilustrado com seus desenhos e pinturas. Parte dos lucros será doada para a Audubon Society.

Fonte: UOL

Uma atitude inesperada e realmente impressionante. Uma menina de 11 anos fez o que ninguém fez. As pessoas deveriam se inspirar com isso e tentar de alguma forma achar um meio para ajudar o planeta. Hoje em dia as pessoas só pensam em dinheiro, se tiverem uma oportunidade de passar alguém para trás e lucrar com isso elas fazem, se tiver que desmatar uma floresta inteira para construir uma fábrica também fazem, afinal tem tantas outras florestas por ai, nem da nada.

Flutuar no mar Morto pode não ser mais possível em 40 anos

O mar Morto morre. A redução em 98% do volume do rio Jordão, que o abastece, e a exploração industrial desenfreada para extrair seus minerais ameaça fazer desaparecer uma formação única no mundo.
Desfrutar da sensação de falta de gravidade produzida quando se flutua na água hipersalina deste balneário natural e untar o corpo com seu oleoso barro será um luxo do qual as próximas gerações não poderão gozar, segundo os especialistas.
Menahem Kahana - 21.mai.2011/France Presse
Israelenses e turistas aproveitam fim de semana no mar Morto
Israelenses e turistas aproveitam fim de semana no mar Morto
As águas do mar Morto diminuem ao vertiginoso ritmo de um metro por ano, o que poderia fazê-lo desaparecer em apenas quatro décadas, afirmam.
No entanto, outros defendem que nunca deixará de existir, graças ao fornecimento de água subterrânea, mas será reduzido até ter apenas 30% dos 625 quilômetros quadrados que ocupa agora.
Os grupos de defesa do meio ambiente denunciam que nem Israel, nem a Jordânia, nem a Autoridade Nacional Palestina fazem nada para conservar o local mais baixo do planeta (situado a 416 metros abaixo o nível do mar), famoso por suas propriedades saudáveis e cosméticas e que desfruta de uma radiação solar única e uma densidade de oxigênio maior do que o normal.
"O grande problema do mar Morto é que não recebe mais quase nada de água do Jordão. Frente aos 1,3 bilhão de metros cúbicos ao ano que recebia nos anos 1950, agora só chegam cerca de 50 milhões", explica à Agência Efe Mira Edelstein, porta-voz da ONG Amigos da Terra Oriente Médio.
A deterioração nas últimas décadas fez com que a parte norte e sul do grande lago salino tenham perdido completamente sua conexão.
"De fato, podemos falar que resta apenas a parte norte, porque a sul são apenas piscinas industriais para a coleta de minerais", declarou.
As empresas responsáveis pelos tanques multiplicam os problemas deste lago salino sem equivalente no planeta. Além de extraírem o potássio e outros minerais, diminuindo a concentração da água, utilizam para isso as piscinas de dissecação, uma técnica bastante intensiva em água que demanda a substração do líquido da parte norte do lago.
HOTÉIS
Além disso, não limpam o sedimento que fica depositado no fundo dos tanques, o que faz aumentar seu nível 20 centímetros por ano. A consequência é que o nível de água nessa parte põe em risco a sobrevivência dos 15 hotéis de luxo situados em sua margem.
Divulgação/Ministério de Turismo de Israel
Mar Morto, onde fluturar é atração
Mar Morto, onde fluturar é atração
"A questão dos hotéis é um sinal vermelho para as autoridades, foi o que fez com que o governo começasse a se preocupar com a situação", explica Eldestein.
O sistema judiciário do país também começou a lidar com o assunto e, na semana passada, determinou às empresas que exploram o local que retirem o sedimento acumulado há anos.
Enquanto isso, Amigos da Terra, Salvar Nosso Mar e outras organizações ambientais que lutam para conservar o lago focam sua estratégia em três aspectos.
"O mais importante é reabilitar o rio Jordão e devolver a ele parte de seu caudal, o que é possível fazer otimizando o uso de sua água. Também é preciso obrigar as empresas poluentes a limparem o que poluíram e exigir que utilizem métodos de extração menos prejudiciais, como a tecnologia de membranas", diz a porta-voz ecologista.
Segundo ela, a recuperação de um terço do fluxo histórico deste rio bíblico permitiria reabilitar o Mar Morto.
A terceira das estratégias é conseguir com que a Unesco declare o local Patrimônio Nacional da Humanidade, o que exigiria a aprovação de planos de gestão conjuntos.
"Perder o mar Morto seria uma catástrofe", adverte Eldestein.
Isso não significaria apenas o desaparecimento de um ecossistema único, mas também causaria sérias consequências econômicas --pela perda de um dos destinos turísticos mais importantes da região-- e políticas, já que é uma fronteira de Israel e Cisjordânia de um lado, com a Jordânia de outro.

Fonte: Folha

Só o que faltava agora. Os caras estão realmente querendo....esculhambar com o mundo. Essas empresas só pensam no dinheiro e não bola nem para o Mar Morto, uma coisa única no mundo. Só falta agora quererem explorar a Amazônia por madeira....opa, já exploram. D:

A partir de 2012, sacolinhas plásticas estarão banidas de SP

O cenário urbano deve mudar a partir de janeiro de 2012, quando os supermercados e outros estabelecimentos de São Paulo estarão proibidos de distribuir gratuitamente sacolas plásticas.


Sai esse tipo de embalagem, introduzida no Brasil nos anos 1970, entram os carrinhos de feira, o desfile de coloridas sacolas de lona e produtos em grandes caixas de papelão, que poderão significar um desembolso extra para os clientes.

Uma lei municipal, sancionada pelo prefeito Gilberto Kassab em maio deste ano, pretende acabar com o impacto das embalagens feitas de derivados de petróleo, que levam 200 a 400 anos (veja quadro) para se decompor e podem entupir bueiros.

"Proibir apenas não resolve, é preciso haver ações combinadas, envolvendo educação ambiental, comunicação, ampliação da coleta seletiva, por exemplo" diz Adriana Charux, pesquisadora do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor).

Também um acordo firmado entre o governo do Estado de SP e a Associação Paulista de Supermercados (Apas) determina que até o final do ano não se distribuam mais sacolas plásticas gratuitamente nos supermercados.

Ficou estabelecido que as lojas deverão oferecer ao cliente a opção de comprar sacolas de plástico à base de amido, bem menos poluentes por levarem seis meses para se degradar. Essa sacola custa R$ 0,19 ao consumidor.
Marlene Bergamo/Folhapress
Macaco furta sacos de lixo de contêineres no horto florestal da cidade de São Paulo
Macaco furta sacos de lixo de contêineres no horto florestal da cidade de São Paulo

DESPESA
Mas a despesa extra pode não terminar por aí. Ter de usar o saco de lixo no lugar da sacola de supermercado também é um gasto. O consolo é que o saco de lixo é menos nocivo que a sacolinha.

"O impacto ambiental dos sacos de lixo [pretos ou azuis grossos] é menor, porque já são parcialmente produzidos com material reciclável, diz Gerardo Kuntschik, professor do curso de gestão ambiental da USP.

Segundo Kuntschik, as sacolas não são produzidas com componentes recicláveis, já que vão embalar alimentos e poderiam liberar alguma substância tóxica.

Para o professor, pagar pelas sacolas também ajuda a conter o consumo e, em alguns países, fez a reciclagem aumentar. Além disso, os sacos de lixo são projetados para não vazar, enquanto as sacolinhas podem furar --elevando o desperdício.

CAIXA DE GRAÇA

Em maio deste ano, o Grupo Pão de Açúcar eliminou as sacolinhas plásticas à base de petróleo de duas de suas lojas de São Paulo: a de Indaiatuba (90 km da capital) e a do bairro de Vila Clementino (zona sul).

Serão oferecidas em toda a rede opções já existentes nas duas unidades como caixas de papelão (gratuitas), oito modelos de ecobags (a partir de R$ 2,99), caixas plásticas dobráveis (R$ 29,90) e carrinhos de feira dobráveis (de até R$ 59,90).

Fonte: Folha

Até que enfim uma iniciativa boa, mas somente em São Paulo. Essa iniciativa deveria ter sido tomada há um bom tempo atrás e em todos os estados do Brasil ou até mesmo em todo o mundo. Porto Alegre por exemplo, a cidade está completamente suja, em quase qualquer lugar tem lixo, o arrio Dilúvio nem se fala, por toda sua extensão tem lixo. As pessoas também precisariam de uma reeducação ambiental, quase todo mundo joga lixo no chão, pela janela do carro e etc. As pessoas fazem isso e quando um bueiro entope e o bairro inteiro fica inundado elas dizem que é culpa do governo que não limpa os lugares.

Emissões de CO2 batem recorde e ameaçam combate ao aquecimento

As emissões de CO2 (dióxido de carbono) vindas do setor energético voltaram a bater seu recorde histórico em 2010, dificultando ainda mais os esforços para minimizar o aquecimento global.

A informação é da AIE (Agência Internacional de Energia), que compilou os dados no relatório "Global Energy Outlook".

Segundo a agência, a liberação de gás carbônico na atmosfera no ano passado alcançou a marca de 30,6 gigatoneladas (ou seja, bilhões de toneladas).

Trata-se de um aumento de 5% em relação a 2008, ano recordista anterior, durante o qual as emissões tinham chegado a 29,3 bilhões de toneladas.
Editoria de arte/folhapress

As emissões ligadas ao setor energético respondem pela maior parte do total de gases do efeito estufa lançados na atmosfera.

Nesse ritmo, a agência vê grandes dificuldades para impedir que o planeta aqueça mais de dois graus Celsius até o fim do século ""nível de mudança climática considerado perigoso pelos especialistas.

Para evitar esse risco, as emissões máximas até 2020 teriam de parar nos 32 bilhões de toneladas de CO2, ou seja, o aumento nos próximos dez anos teria de ser menor do que o entre 2009 e 2010, calcula a agência internacional

Fonte: Folha Online

Toda hora sai uma notícia dizendo que o recorde de emissão de CO2 foi batido novamente. As vezes eu realmente acredito no filme ''O Dia Em Que A Terra Parou''. O único jeito de salvar a Terra seria exterminando todos os humanos(._.), todo dia acontece algum desastre ambiental, um recorde de poluição é batido e ninguém (na verdade quase ninguém, existem pessoas que realmente tentam salvar a Terra, mas são praticamente invisíveis na mídia) faz nada.